Saudade

Saudade não se explica
Não se traduz
Não se contém
É coisa que vem
De quem se foi
Do que passou
Do que mudou
Do que não ficou.
Mas eu, saudade
só sinto mesmo de gente
de quem partiu e não voltou
nem mais se viu, ouviu ou tocou.
Não fico pensando no que vivi
Não olho para trás
A vida anda, se refaz
Não pára, nos empurra.
Neste amálgama que somos
De trabalho, sentimentos e sonhos
De um certo modo, tudo conosco continua.
Dentro de mim, todas as minhas idades.


Maria Inês, em 23/08/2007


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