O Rosano gosta de observar que a vida corre por conta do inimaginável. Quando compramos o terreno onde fizemos nosso Recanto Fazendinha, em 1998, íamos fazer apenas um quiosque perto da cachoeirinha. Fizemos uma casa. Era para ter 3 quartos; fizemos 12. Gostamos de reunir a família e amigos, de preferência, em torno da mesa. Somos professores, nunca tivemos experiência profissional em hotelaria e nem tínhamos a idéia de abrir uma pousada. Em algumas portas da casa, mandamos até jatear nos vidros: “Aqui não se trabalha”. Veio a aposentadoria na Universidade e abrimos a pousada.
Imaginávamos sim, que por aqui passariam pessoas interessantes, com variadas experiências de vida, e que seria bom conhecê-las. O inimaginável é que nossa presença e conversa pudessem ser desejadas, apreciadas. Que tivéssemos a oportunidade de gostar delas, que deixariam em nós o desejo de revê-las. Muito menos ainda, poderíamos imaginar que nos honrassem chamando-nos de amigos. O registro da passagem de Sérgio, Sylvia, Gabriel e Rodrigo, no e-mail transcrito abaixo, fez-nos sentir abraçados e aquecidos.
“Maria Inês e Rosano
Boa tarde!
Adoramos o período que aí passamos e achamos a pousada agradável, repousante, muito gostosa; construída com carinho, com o maior cuidado do mundo.
Mas, é a qualidade das pessoas que vocês são, o calor humano e a hospitalidade, o que os diferencia. Não sentimos que fomos passear, sentimos que fomos visitar velhos amigos. E, realmente, encontramos bons amigos em vocês.
Os meninos ficaram soltos; lamentaram terem que vir embora. Reclamaram bastante, dizendo que queriam ficar mais. Isso diz tudo...
Guardaremos boas lembranças, mas algumas são notórias, como a fogueira e o "balão galinha", a pescaria no Paraitinga, a comida saborosa da Jô e até a falta de água do último dia (risos). Bocados de boa prosa da Maria Inês, como a história da cobra do "seu" João etc.
Obrigado por tudo. Se tiverem o e-mail do Jorge e do Fabrício, me repassem.
Abraços e lembranças a todos.
Sérgio”
Amigos, até a próxima.
13/09/2007