Entre jornais, livros e revistas

Outra forma de lazer aos domingos..., e outros dias da semana, que não diferiam muito do repouso dominical, era ler. Como ter à mão livros, revistas, jornais?

Estes, por assinatura chegavam no trem das 7 ou 8h da noite. O correio os distribuía. Um grupo grande de pessoas interessadas ficavam à espera de que se abrisse a porta da agência local para a entrega da correspondência. Hoje é curioso citar esse horário de abertura do correio submisso ao interesse da população que ansiava por notícias da capital, do mundo, através dos grandes jornais. Quantas vezes me perdia no meio de toda aquela gente e conseguia infiltrar-me pedindo pela Cx. Postal 130, a nossa. Sob o braço, levava para casa o "Estado de São Paulo", o "Diário Nacional", a "Folha da Manhã", o "Diário Carioca" (do Lacerda) e outros do interior do país, porque "O Direito" fazia parte da permuta que havia entre os jornais. Não sei se isso ainda vigora, os tempos são outros, competitivos e menos liberais, talvez, ou mais mercenários, empresariais.

Uma ressalva - O Lacerda, a que me refiro, ainda era o Maurício de Lacerda, pai de Carlos Lacerda. Devoradora de textos, li muitas vezes, as catilinárias de Lacerda pai, nos seus artigos de fundo, sempre num amplo rodapé de 1ª ou última página, não me lembro bem. Sabe-se lá quando foi isso...

E os livros? Fica para outro dia.

21/11/94


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