Batizado de boneca

Naqueles tempos, isto é, quando eu era menina (anos 20 e 30 - meados), toda boneca devia ser batizada; talvez por não se ter mais de uma, tinha o seu destaque. Ou, então, a necessidade de eventos. O certo é que minha colega de grupo escolar, Natalina (?) Artioli; ganhou uma boneca e resolveu batizá-la. Fui convidada para ser a madrinha e o Líbero, seu irmão e colega do Acyr, seria o padre. O pai de Natalina era o Sr. Basélio Artioli (Basilide Artioli se autodenominava), construtor. De modo que a festa do batizado foi no depósito de materiais, esbranquiçado de cal, mas limpo, com mesa preparada de bolos e doces. A "avó" da boneca foi cuidadosa e gentil. Lembro-me ainda das risadas que demos com a "seriedade do padre"... Bons tempos!
Brincar com ingenuidade solta e leve, com alegria sempre!
Líbero, colega e amigo do Acyr tinha o apelido de Badaró. Desnecessário explicar...

Lembro-me de uma fotografia, na casa do meu avô materno, José Avelino de Mello, que mostrava, no grande quintal, com pompa e circunstância, o batizado da boneca da Dada. Entre os presentes, convidados e, calcule: uma orquestra!

09/10/98


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