Quando escrevo saio de mim
e de mim sai o escondido,
pensado, visto, refletido.
Mas, sobretudo, sai
o que é sentido
e o que me faz sentido.
Não escrevo pra mentir,
mas pra te fazer sentir
o que me fere,
encanta,
adoça,
espanta
e mobiliza:
a crença, o desejo,
a vontade de pertença,
o beijo, a presença.
E a indiferença
que me aterroriza.
Maria Inês, em 29/09/2009